Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Thalurania furcata(Gmelin, 1788)Nome em Inglês
Fork-tailed Woodnymph
Beija-flor-tesoura-verde
O beija-flor-tesoura-verde é uma ave da ordem dos Apodiformes, da família Trochilidae.
Também é conhecido como beija-flor-de-barriga-violeta. No livro Aves do Brasil, edição Pantanal e Cerrado, consta como beija-flor-de-ventre-roxo.
Nome Científico
Seu nome significa: do (grego) thalos = criança, descendente de; e ouranos céu, celeste, referente ao azul do céu; e do (latim) furcata, furcatus = bifurcada. ⇒ Pássaro filho do azul celeste com cauda bifurcada.
Características
Mede cerca de 9,7 cm de comprimento. Macho com partes superiores esverdeadas, garganta verde-metálica, peito e barriga azul-violeta-brilhante; fêmea com as partes inferiores cinza.
beija-flor-tesoura-verde macho
beija-flor-tesoura-verde fêmea
beija-flor-tesoura-verde jovem
Subespécies
Possui doze subespécies:
Thalurania furcata furcata (Gmelin, 1788) - ocorre no extremo Leste da Venezuela, Guianas e Norte do Brasil, ao norte do Rio Amazonas;
Thalurania furcata refulgens (Gould, 1853) - ocorre no Nordeste da Venezuela, na Península de Paría e na Serra de Cumaná;
Thalurania furcata fissilis (Berlepsch & Hartert, 1902) - ocorre no Leste da Venezuela, e na região adjacente no extremo Oeste da Guiana e Nordeste do Brasil;
Thalurania furcata nigrofasciata (Gould, 1846) - ocorre do Sudoeste da Colômbia até o extremo Sul da Venezuela e Noroeste do Brasil;
Thalurania furcata viridipectus (Gould, 1848) - ocorre do Leste da Cordilheira dos Andes na Leste da Colômbia até o Nordeste do Peru;
Thalurania furcata jelskii (Taczanowski, 1874) - ocorre na região tropical Leste do Peru e na região adjacente no Brasil;
Thalurania furcata simoni (Hellmayr, 1906) - ocorre na Amazônia ao Sul do Rio Amazonas no extremo Leste do Peru e no Oeste do Brasil;
Thalurania furcata balzani (Simon, 1896) - ocorre na região Norte e Central do Brasil ao sul do Rio Amazonas;
Thalurania furcata furcatoides (Gould, 1861) - ocorre no baixo Rio Amazonas, na região Leste do Brasil ao Sul do Rio Amazonas;
Thalurania furcata boliviana (Boucard, 1894) - ocorre nos sopés da Cordilheira dos Andes no Sudeste do Peru e no Nordeste da Bolívia;
Thalurania furcata baeri (Hellmayr, 1907) - ocorre da região Central e Nordeste do Brasil até o Sudeste da Bolívia e no Norte da Argentina;
Thalurania furcata eriphile (Lesson, 1832) - ocorre do Sudeste do Brasil, Leste do Paraguai até o Nordeste da Argentina, na região de Misiones.
Alimentação
Alimenta-se em flores à pouca altura, buscando também insetos na vegetação ou capturando-os no ar.
beija-flor-tesoura-verde se alimentando
Reprodução
Faz ninho em forma de taça profunda, preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos, a cerca de 2 m de altura. Põe 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 18 a 24 dias. Descrições formais de ninhos eram baseadas apenas nas subespécies T. f. furcata no nordeste da Amazônia brasileira e T. f. viridipectus no Equador (Guilherme & Lima 2020). Porém, novos registros para a raça Thalurania f. boliviana no sudoeste da Amazônia brasileira mostraram que a espécie também constrói seus ninhos em forquilhas e revela, pela primeira vez, o uso de fibras da samambaia Phlebodium decumanum como principal material na construção do ninho (Guilherme & Lima 2020). Os filhotes nascem com penugens de cor bege na região dorsal e se desenvolvem no ninho até o décimo sexto dia (Guilherme & Lima 2020).
Casal de beija-flor-tesoura-verde
Ovo de beija-flor-tesoura-verde
Ninho de beija-flor-tesoura-verde
Hábitos
Comum no sub-bosque de florestas altas, capoeiras e florestas de várzea. Vive solitário, defendendo seu território de maneira agressiva.
Distribuição Geográfica
Quase todo o Brasil, da Amazônia ao Paraná. Encontrado também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies
Guilherme, E. & Lima, J.M. 2020. The nest, eggs and nestling development of Fork-tailed Woodnymph
Thalurania furcata boliviana.
Bulletin of the British Ornithologists’ Club. 140: 80-84. Disponível em:
https://doi.org/10.25226/bboc.v140i1.2020.a8
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